Os resultados expõem a vitalidade do ativismo dessas organizações, mas também alertam sobre a falta de apoio financeiro para sua atuação, o que gera insegurança sobre a continuidade das atividades e a capacidade de expandir o alcance e o impacto de suas missões.
A pesquisa foi realizada pelo Projeto Pajubá – iniciativa da Abong (Organizações Brasileira de ONGs), em parceria com a Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais) e a ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos).
“Muitas vezes, as iniciativas são feitas por conta própria, com autofinanciamento e sacrifício da saúde mental e dos recursos das próprias militantes,” diz a pesquisa, cuja coordenação é assinada por Renan Quinalha, homem, gay, escritor, advogado e professor de Direito da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde também coordena o Núcleo TransUnifesp.
Além da dificuldade de obter recursos no curto prazo, as organizações também precisam lidar com a ausência de um planejamento financeiro sustentável no longo prazo, já que a maioria não dispõe de profissionais para captação de recursos, experiência para concorrer a editais nem mantém a governança exigida pelos editais públicos. A atuação informal e a dependência constante do engajamento voluntário agravam esse cenário.
Outra complexidade revelada pelo diagnóstico está nas diferentes realidades entre organizações formadas por pessoas LGBTQIA+ negras, indígenas, PCDs e trans. Coletivos com mulheres negras, lésbicas, bi e transexuais tendem a receber menos visibilidade e apoio do que ONGs cujos integrantes são homens, gays, bi, transexuais brancos.
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Fonte: Voz da Diversidade - Antra - Renan Quinalha - Projeto Pajubá - https://www.instagram.com/p/
Imagem gerada por Inteligência Artificial do Canva.
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