Margaretha Geertruida Zelle (nascida na Holanda) iniciou sua carreira como bailarina em Paris após um casamento fracassado.
Criou a personagem Mata Hari (que significa “olho do dia” em indonésio), pois dizia ser uma princesa javanesa (origem de sua mãe) e ficou famosa como bailarina de danças orientais.
Suas apresentações nos clubes noturnos da capital francesa atraíram numerosos admiradores.
Nos anos 1940, viajou dançando por toda a Europa e, quando a Primeira Guerra Mundial estourou, Mata Hari se tornou espiã sob o comando do cônsul alemão na França, seduzindo várias personalidades influentes na época, homens e mulheres.
Foi presa quando voltava a Paris, julgada e condenada à pena de morte, sendo fuzilada sob acusação de espionagem pelo governo alemão. Sua vida agitada, principalmente para a época, foi contada em diversos filmes.
Um dos mais famosos foi também um dos primeiros trabalhos da atriz Greta Garbo em solo americano, baseado em um romance inspirado na espiã. Segundo dizem as lendas, Mata Hari seduzia quem lhe interessava, fosse homem ou mulher. Com Greta Garbo, Ramon Novarro, Lionel Barrymore e Lewis Stone.
Curiosidades:
Sempre houve especulações sobre a sexualidade de Greta Garbo, e a mais forte é de que teria tido um relacionamento com a poetisa norte-americana assumidamente lésbica Mercedes de Acosta, tornando-a então, bissexual. Mercedes teria tido relacionamentos com outras artistas famosas, como Isadora Duncan e Marlene Dietrich.
O filme tem como ator principal Ramon Novarro, ator assumidamente gay, que foi assassinado por dois garotos de programa em Los Angeles (EUA).
Primeiro filme de Greta Garbo em Hollywood (EUA).
Disponível no Prime Vídeo do Reino Unido.
Lekitsch, Stevan. Cine arco-íris: 100 anos de cinema LGBT nas telas brasileiras (Portuguese Edition) (p. 24). Edições GLS. Edição do Kindle.
Imagem: Por MGM - source, Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=58719956

Comentários
Postar um comentário