FILME: O Pecado de Todos Nós (1967)

FILME: O Pecado de Todos Nós (1967)
Um filme de elenco estelar, recheado de traições, encontros secretos e verdades escondidas. E, para mim, o melhor e mais surpreendente filme do meu livro pela entrega dos atores e pelo enredo de surpresas.

O major Weldon Penderton (Marlon Brando, irretocável) é professor em uma escola militar, onde mora com a esposa, a bela e fogosa Leonora (Elizabeth Taylor). Weldon e a mulher vivem brigando e não dormem mais no mesmo quarto. 

Ela, por estar insatisfeita com o casamento e sexualmente, vai encontrar abrigo no vizinho, outro militar, o sedutor Morris (Brian Keith), casado com a traumatizada Alison (Julie Harris) – que ficou neurótica após perder o bebê que teria com o marido. 

Alison é extremamente carente e só fica feliz na companhia de seu criado filipino, o gay afeminado Anacleto (Zorro David), que a diverte com encenações e histórias. 

Tudo vai bem até o dia em que Weldon vê o soldado Williams (Robert Forster), um jovem forte e lindo que cuida dos estábulos dos militares, cavalgando nu por uma floresta dos arredores de sua casa, no melhor estilo Lady Godiva versão masculina. 
O major fica obcecado pelo rapaz e começa a segui-lo, buscando chamar sua atenção. 

Por sua vez, Williams é obcecado pela esposa do major, Leonora, e passa boa parte do tempo rodeando sua casa. Enfim, uma rede de desejos e de puladas de cerca, num filme totalmente fotografado em sépia. As interpretações são pesadas e o final, surpreendente. 

Imperdível, com Marlon Brando em sua melhor forma, aos 43 anos de idade. Elizabeth Taylor também está no auge, com direito a cena de nudez e tudo o mais.

Diretor: John Houston.

Disponível na Apple TV.

Curiosidades

John Houston é pai da atriz Anjelica Houston, que ficou famosa ao interpretar Mortícia Addams nos filmes "Família Addams 1 e 2" de 1991 e 1993.

O filme era para ser estrelado por Montgomery Clift mas ele morreu em 23 de julho de 1966, de ataque do coração, antes do início das filmagens. O papel foi dado para Brando, após a recusa de Richard Burton e Lee Marvin.

Originalmente foi distribuída uma versão em que as cenas tinham um colorido dourado saturado (foi essa versão que assisti). Era uma referência ao desenho do criado filipino, que dizia que nos olhos de seu pássaro o mundo seria refletido. Essa versão não foi compreendida pelo público e outra, com o colorido natural, a substituiu nos cinemas.

Fotografias de Marlon Brando como o Major Penderton seriam usadas mais tarde em "Apocalypse Now" (1979), como se fossem do jovem coronel Walter E. Kurtz.

Em alguns sites o filme aparece no plural: "Os Pecados de Todos Nós", como no IMDb.

Lekitsch, Stevan. Cine arco-íris: 100 anos de cinema LGBT nas telas brasileiras (Portuguese Edition) (p. 51). Edições GLS. Edição do Kindle. 

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