FILME: Diabólicos Sedutores (1970)

FILME: Diabólicos Sedutores (1970)
Áustria do pós-guerra. Um jovem muito sedutor e astuto, Konrad Ludwig (Michael York), chega até uma pequena cidade do interior. 

Num dos seus passeios em busca de oportunidades, vê o castelo da Condessa Herthe von Ornstein (Angela Lansbury), uma nobre viúva que está falindo e perdendo seu glamour. Ambicioso, ele decide chegar até o castelo, e aos poucos se aproxima da família. 

Ao mesmo tempo, conhece a linda jovem Anneliese Pleschke (Heidelinde Weis), filha de novos ricos, por quem se interessa. Intercalando uma família com a outra, Konrad ganha a confiança dos pais de Anneliese e da Condessa. 

Ao mesmo tempo, desperta a paixão do único filho homem (e gay) desta, o lindo Helmuth (Anthony Corlan – nome usado por Anthony Higgins no início de sua carreira no cinema), e se torna o fiel escudeiro da família e mordomo particular da Condessa.

Também interessada no novo empregado da casa está a gordinha, gulosa e estranha Lotte (Jane Carr). Konrad tem uma ideia para salvar a família do declínio: casar o filho gay com a bela Anneliese, cujos pais dariam um bom dinheiro para manter o castelo funcionando. 

Helmuth aceita o plano. Anneliese não sabe da orientação sexual do futuro marido, até que o vê aos beijos com Konrad. Agora o astuto loiro vai precisar tomar providências para tudo não ir por água abaixo. 

Filme com um final surpreendente, numa versão mais glamourosa e refinada de "O Talentoso Ripley" (1999) (também nesse livro e blog) ou "Saltburn" (2023), com Michael York (muitas vezes só de cueca) tão interessante, sedutor e malévolo quanto Matt Damon ou Barry Keoghan.

Há uma cópia não oficial no YouTube:


Curiosidades:

O filme foi baseado no romance "The Cook" (O Cozinheiro) de Harry Kressing, com roteiro de Hugh Wheeler, mas o enredo do filme é bem diferente do romance. Ficou bem mais parecido com o enredo de Saltburn, onde o visitante seduz a família toda.

Michael York vai fazer outro papel de bissexual alguns anos depois, no clássico Cabaret (1972) com Liza Minelli e Joel Gray, também nesse blog e livro.


Lekitsch, Stevan. Cine arco-íris: 100 anos de cinema LGBT nas telas brasileiras (Portuguese Edition) (p. 74). Edições GLS. Edição do Kindle. 

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