Dois trabalhadores do cais do porto, Tonho e Paco (Emiliano Queiroz e Nelson Xavier, em atuações surpreendentes), dividem o mesmo quarto numa espelunca destinada aos trabalhadores. Tonho é culto e tem mais estofo, enquanto Paco é ignorante e sem modos.
O mais rústico possui um par de sapatos, tudo que o outro mais quer, pois acha que com eles vai subir na vida. A relação ao mesmo tempo amigável e conflitante entre os dois gira em torno de suas diferenças e do par de sapatos.
Por vários momentos, há insinuações sobre a homossexualidade de Tonho, de quem todos tiram sarro pela estranha relação mantida com um negro que controla as atividades no porto. O texto pesado, característico do autor, também reforça as indiretas e os estereótipos.
Tonho alimenta mais ainda as desconfianças com seus modos refinados, que não combinam com o lugar e a ocasião. A aproximação com Paco e até seu relacionamento conturbado com o amigo podem apontar para desejos ocultos entre os dois.
Um dia Paco descobre que Tonho tem um revólver, e quer convencer o amigo a realizarem um assalto. Esse fato vai mudar toda a história dos dois.
Direção de Braz Chediak.
Curiosidades:
Houve uma nova versão do filme em 2002, onde Paco é interpretado pela atriz Débora Falabella.
Há cópias não oficiais pelo YouTube.
Lekitsch, Stevan. Cine arco-íris: 100 anos de cinema LGBT nas telas brasileiras (Portuguese Edition) (p. 74 e 75). Edições GLS. Edição do Kindle.
Imagem: Por Fonte, Conteúdo restrito, https://pt.wikipedia.org/w/index.php?curid=3904855

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