Durval (Carlo Mossy, aos 25 anos) é um jovem rapaz muito bonito, porém pobre e simples, que veio do interior. Conhecendo os meandros do Rio de Janeiro, ele acaba se envolvendo com um homossexual já mais velho, Werner (José Augusto Branco), que é bastante rico.
Usando de sua juventude e beleza, Durval descobre a solução dos seus problemas e é convidado a trabalhar na empresa de exportação de Werner.
Werner está noivo de Suzana (Leila Santos), pois precisa manter as aparências perante a sociedade. Ao conhecer Suzana, Durval se encanta pela moça e é retribuído, deixando de lado a namorada (Lúcia Alves).
O ricaço se casa com Suzana e mantém suas relações com Durval, começando a desconfiar que ele também está transando com sua “esposa”. Quando Werner percebe que a relação dos dois está intensa demais e, por ciúme de ambos, resolve se vingar, delata a esposa por adultério, incriminando aquele que seria “seu melhor amigo”. Durval acaba perdendo seu posto e consequentemente aquela vida fácil, tendo uma reação inesperada e dando um final surpreendente ao filme.
A película retrata bem a hipocrisia e o falso moralismo dos anos 1960, sempre regidos por regras sociais e pelo dinheiro. Mas não vá com muita sede ao pote, pois o filme mais insinua do que mostra a relação homossexual de Durval e Werner. Afinal, estamos no meio da ditadura militar no país.
Destaque para a aparição de José Wilker em seu primeiro filme, como o colega de luta estudantil que divide um quarto com Durval – que por sua vez foi dublado pelo ator Reginaldo Faria.
Há uma cópia não oficial no YouTube.
Lekitsch, Stevan. Cine arco-íris: 100 anos de cinema LGBT nas telas brasileiras (Portuguese Edition) (pp. 76-77). Edições GLS. Edição do Kindle.

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