Nessa obra-prima, Carlos Saura analisa a sociedade espanhola durante o regime de Franco, apresentando uma família que aproveita a reunião de aniversário dos 100 anos da matriarca para planejar sua morte e apoderar-se de sua herança.
Apesar de fraca e doente, a Mamá (Rafaela Aparicio) castradora, onisciente e onipotente, ainda possui um caráter forte, impondo sua presença e autoridade frente aos seus individualistas e gananciosos filhos.
Das meninas, uma, Ana (Geraldine Chaplin, filha de Charlie), tornou-se masculinizada e militarista, e a outra, Natalia (Amparo Muñoz), sedutoramente libertina. Juan (José Vivo) fugiu com a cozinheira.
Luchi (Charo Soriano) deixou de ser tímida para revelar-se uma ambiciosa mulher de negócios. O personagem José (do primeiro filme) está ausente e dado como morto, já que o ator, Jose Maria Prada, morreu em 1978.
Sem muitas ilusões, a velha observa, meio que pasma, seus filhos a traírem. E, em torno dela, num grande e velho casarão, se reúne a família para uma grande festa de comemoração dos 100 anos, simbolizando a velha e decadente Espanha pós-Franco.
Ganhador do Prêmio Especial no Festival de San Sebastián, do Prêmio da Crítica no Festival de Bruxelas e indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, Mamãe faz 100 anos é uma obra dirigida por um dos mais importantes diretores da Espanha.
Curiosidades:
O filme é uma continuação do clássico "Ana e os Lobos" (1973) também de Carlos Saura.
Ganhador do Prêmio Especial no Festival de San Sebastián, do Prêmio da Crítica no Festival de Bruxelas e indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Uma obra dirigida por um dos mais importantes diretores da Espanha.
Infelizmente o filme não está em NENHUMA plataforma de streaming.

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