FILME: Marília e Marina (1976)

FILME: Marília e Marina (1976)
Marilia (Kátia D'Ângelo) e Marina (Denise Bandeira)
assistem ao sepultamento do pai e recebem como capital apenas sua juventude e uma velha casa em Botafogo. 

A mãe, viúva e doente (Fernanda Montenegro), só vê para as filhas como tábua de salvação um casamento rico. 

A partir daí, o retrato que o filme traça da trajetória das duas personagens não chega a ser surpreendente, embora o final possa ser tido como desconcertante. 

Pressionadas pela necessidade de ascensão social a qualquer preço e pela moral patriarcal em que foram criadas, as duas irmãs caminham no sentido de sua desintegração. 

Marina se comporta como uma revoltada moça rica, e Marília se apoia na irmã para buscar abrigo, visto que a mãe pouca atenção dá a elas. 

Filhas de um juiz de Direito, seguem a princípio caminhos diversos, que revelam a sua perplexidade diante do mundo e que terminam por reaproximá-las num desfecho de trágica beleza. 

Curiosidades:

Baseado no poema de Vinícius de Moraes ''Balada das duas mocinhas de Botafogo'' (leia aqui nesse link - https://www.viniciusdemoraes.com.br/br/poesia/texto/218/balada-das-duas-mocinhas-de-botafogo), que gerou a canção-tema do filme, composta por Francis Hime e o próprio Vinícius de Moraes, esse foi o primeiro filme do cineasta Luis Fernando Goulart. 

O famoso poema de Vinicius de Moraes, foi inspirado num trágico fato real dos anos 1950 sobre 2 jovens, Marília e Marina, de família abastada. O crime aconteceu em um apartamento na Rua Martins Ferreira, em Botafogo. As duas jovens eram figuras conhecidas nos círculos sociais da Zona Sul. Marília de Carvalho, aos 21 anos, era descrita como uma jovem de temperamento forte e determinada. Marina de Andrade Moraes, também na casa dos 20 anos, era amiga íntima de Marília. O motivo teria sido o ciúme possessivo de Marília em relação a Marina. Em um momento de descontrole, Marília sacou um revólver e disparou contra Marina, que não sobreviveu aos ferimentos.

Recusando-se a incorporar as características da pornochanchada, o filme procura manter o tom lírico do poema, e conserva o sabor nostálgico de crônica de costumes de uma época em que o Rio de Janeiro era uma cidade bucólica e arborizada e o casamento era considerado uma instituição bem mais sólida.

Mesmo com a polêmica despertada pelas cenas de amor entre as duas protagonistas, o filme foi um grande sucesso de público, atingindo na época mais de 700 mil espectadores. 

O filme ganha uma versão curta-metragem em 2006.

Ouça uma das músicas do filme composta por Francis Hime em: https://www.youtube.com/watch?v=7NhkNQkcP2s

Não está em nenhum streaming, mas possui cópias não oficiais pelo YouTube:



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