Extremamente sensível, com um roteiro e edição impecáveis, o filme Marvin vai contar a história do ator de teatro, e futuro autor de teatro, prestes a entrar em cena da sua primeira peça num teatro de Paris (França), sob o pseudónimo de Martin Clément.
Ao mesmo tempo, vamos vendo em flashbacks tudo o que o levou até aquele lugar, e os elementos que formaram sua personalidade e juntaram os pedaços que formam o texto da referida peça.
Sua infância e adolescência é construída numa cidade do interior da França, no meio do nada, onde o bullying e a violência (até física e sexual) que sofreu, por sua sensibilidade e fragilidade, vinham da homofobia recebida na escola, de sua casa e da sua própria família, principalmente vindos do pai ogro (Grégory Gadebois), da mãe depressiva (Catherine Salé), e do meio-irmão violento (Yannick Morzelle).
O adolescente Marvin (Jules Porier), sensível e emotivo, que descobre a homossexualidade entre abusos de colegas, e pequenos fatos excitantes na sua adolescência; vai encontrar, graças a sua professora Clément (Catherine Mouchet), no teatro, ainda na escola, o seu apoio e sua fuga daquela realidade dura.
Por todo esse passado, o sensível Marvin vai dar lugar a um amargo jovem gay Marvin (Finnegan Oldfield), de olheiras fortes, calado, introspectivo, certas vezes violento, interesseiro e oportunista.
Todos esses elementos vão compor o contundente texto de sua primeira peça, que vai dividir com um ícone da dramaturgia francesa, Isabelle Huppert (como ela mesma), apresentada por um dos seus "mecenas" com quem tem um relacionamento, um homem casado e bem mais velho (Charles Berling).
Disponível na plataforma FilmIn.
Curiosidades:
O título original em francês tem a continuação: "Marvin ou a bela educação (Marvin ou la belle éducation)" em tradução livre.
Em inglês ficou como "Reiventing Marvin" (Reiventando Marvin, em tradução livre).
O filme fez parte da seleção oficial do Festival Varilux de Cinema Francês (2018).
Vencedor do prémio Queer Lion no Festival de Veneza de 2017.
Embora oficialmente baseado na autobiografia "O Fim de Eddy", de Édouard Louis, a roteirista e diretora Anne Fontaine estima que apenas cerca de 40% do filme seja retirado do livro e da vida de Louis.
Imagem do Poster: By IMDB - https://www.imdb.com/title/tt5989394/, Fair use, https://en.wikipedia.org/w/index.php?curid=55894481
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