Clássico do cinema nonsense, trash, filme B, e todas as classificações de cinema fora do convencional.
Conta a trajetória de Babs Johnson, uma criminosa de Baltimore, vivida pela drag queen Divine, gorda (com 150 kilos) e careteira (que inspirou a nossa saudosa Kaká Di Polly) e sua família.
A família é formada por Mama Edie (Edith Massey) uma insaciável e bizarra engolidora de ovos; o filho, Crackers (Danny Mills); e Cotton (Mary Vivian Pearce), companheira de viagem. Todos vivem num trailer caindo aos pedaços.
Eles entram numa guerra contra o casal Connie (Mink Stole) e Raymond Marble (David Lochary), um casal que vende heroína para crianças na escola, e sequestram mulheres grávidas para vender seus filhos a casais de lésbicas.
Com esse currículo, porém, tentam a todo o custo difamar a vida de Divine. Como curiosidade, no final do filme temos a famosa e chocante cena (real, sem cortes) de Divine comendo cocô de um cachorro de rua. Primeira e única.
Curiosidades:
Essa mistura de comédia e horror tipo B encontrou no contexto político da época um público pequeno mas representativo que a admirou, formado por adolescentes e universitários que viam na obra uma voz da contracultura, do anticomercialismo.
John Waters, o mais extremado dos diretores de cinema, rodou "Pink Flamingos" com um orçamento de 10 mil dólares, utilizou seu apartamento, externas numa fazenda e um trailer semidestruído, que custou apenas 100 dólares, onde rodou as cenas interiores da família de Divine.
Durante as filmagens Divine foi presa por roubo. Ela alegou estar fazendo laboratório para uma personagem.
John Waters escreveu uma sequência para o filme chamada "Flamingos Forever". A trama se passaria 15 anos após os acontecimentos de Pink Flamingos, mas o projeto não foi adiante por conta do falecimento de Divine e Edith Massey na década de 1980.
Divine viria a se tornar um ícone do mundo gay e de drags de todo o planeta.

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