FILME: A Rainha Diaba (1974)

FILME: A Rainha Diaba (1974)
Na Lapa do Rio de Janeiro, no quarto dos fundos de um prostíbulo, o vendedor de drogas e chefe do tráfico, homossexual, apelidado de Rainha Diaba (Milton Gonçalves) decide criar um bode expiatório para ajudar seu amante a fugir da cadeia por tráfico com estudantes.

Sua gangue, sob o comando de Zeca Catitu (Nelson Xavier), usa o jovem Bereco (Stepan Nercessian) como laranja.

Mas ele escapa da polícia e decide se tornar ele próprio um vendedor de drogas, desafiando o comando da Rainha Diaba, e iniciando uma guerra entre traficantes.

Direção de Antônio Carlos da Fontoura. Tive a honra de fazer um curso sobre roteiro com ele.

Roteiro do dramaturgo Plínio Marcos.

Curiosidades:

O filme foi livremente inspirado na figura de Madame Satã, personagem real da história do Rio de Janeiro, e teve seu argumento escrito pelo excelente dramaturgo Plínio Marcos. 

Um dos raros filmes brasileiros da década de 1970 que faz menção à tortura, assunto proibido pela ditadura na época. 

A atuação magistral de Milton Gonçalves, um gay cercado de plumas, paetês, bandidos e traidores, rendeu vários prêmios ao filme e a participação em vários festivais.

Restauração: Os materiais originais, obtidos junto ao Arquivo Nacional e ao Centro Técnico Audiovisual, passaram por um minucioso processo de restauração em resolução 4K. Esse trabalho foi realizado pela produtora Janela de Cinema, sediada em Recife, em colaboração com a organização Cinelimite e o laboratório especializado Link Digital/Mapa Filmes do Brasil. O resultado desse esforço conjunto foi apresentado ao público durante a 46ª edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, em 25 de outubro de 2022.

Em 2002, foi lançado o filme Madame Satã, com Lázaro Ramos no papel do tranformista, também nesse blog e livro.

O apelido, dado por um delegado de polícia, foi inspirado no filme de mesmo nome, dirigido por Cecil B. DeMille em 1930, lançado no Brasil na época de uma das prisões do transformista.

Há cópias não oficiais do filme pelo YouTube.



Fontes:
- Cinemateca brasileira - https://bases.cinemateca.org.br/ (incluindo imagem do cartaz).

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