FILME: Rocky Horror Picture Show (1975)

FILME: Rocky Horror Picture Show (1975)
Após Janet (Susan Sarandon) aceitar o pedido de casamento de Brad (Barry Bostwick), o feliz casal segue de carro para longe de Denton, Ohio. 

É quando eles se perdem no meio de uma tempestade. 

Sem lugar para se abrigar, e com medo da chuva, eles encontram o castelo do Dr. Frank-N-Furter (Tim Curry, numa brincadeira com o nome da cidade alemã de Frankfurt), um misto de crossdresser com drag queen (que se auto denomina "um travesti"), que está abrigando em sua casa a convenção anual dos alienígenas do Planeta Transexual da Galáxia da Transylvânia.

Dr. Frank-N-Furter apresenta sua mais nova criação: um humanoide que tem a figura de um lindo, loiro, forte, bem-dotado e jovem rapaz de sunga dourada, chamado Rocky Horror (Peter Hinwood), e que servirá para saciar os desejos sexuais de seu criador.

Enquanto passam a noite no castelo, Janet e Brad terão encontros sexuais com o Dr. Frank, mostrando a faceta bissexual de suas identidades sexuais. 

Muito beijo gay e lésbico mostrado durante o filme onde todos os personagens se relacionam amorosa e sexualmente. 

Disponível na Amazon Prime Vídeo, na Google Play Filmes, Apple TV e Disney Plus.

Curiosidades:

A peça de teatro e o filme foram escritos e roteirizados por Richard O´Brien, que faz o papel do mordomo Riff Raff no filme, um personagem alusivo ao mordomo da Família Addams.

Comédia musical de terror e clássico do cinema nonsense, foi uma das primeiras e notáveis aparições de Susan Sarandon no cinema. 

O mote central do filme é a sátira aos filmes e séries de ficção científica, que estavam em alta na época. 

Existem dezenas de referências a simbolos LGBT+, como o triângulo (no caso do filme em vermelho) num dos figurinos de Dr. Frank, e que foi indicatido de homossexuais nos campos de concentração nazistas; ao encher o tanque de Rocky, as tintas formam as cores da bandeira LGBT+, entre outros.

A ideia de um cientista que tenta criar um homem em laboratório é uma referência clara a Frankenstein, mas nesse caso por desejo sexual. 

Há também citações explícitas a personagens como Flash Gordon, Família Addams, Drácula e produtoras de tais filmes, como a RKO, ou celebridades, como Elvis Presley.

Os cenários do filme, por sua vez, fazem referências a obras de arte, como a Capela Cistina e Monalisa, David de Michelângelo, o Discóbolo de Míron, estátuas de homens nus, entre outros; assim como remetem a filmes de sucesso, como Psicose (1960), O Selvagem (1953), Titanic (1953), A Noiva de Frankenstein (1935).

O cantor Mick Jagger queria interpretar o Dr. Frank-N-Furter, mas acabou sendo preterido por Tim Curry. 

O roteiro original de The Rocky Horror Picture Show previa que no início o filme seria em preto e branco, até o surgimento do Dr. Frank-N-Furter no elevador, e que após um close em seus lábios, o filme passaria a ser a cores. 

Muitos dos efeitos especiais do filme são risíveis. Como exemplo há a decolagem do castelo. Por falta de recursos, pode-se ver um papelão na silhueta do castelo quando ele está sendo içado. 

Apesar de cultuado até hoje, o filme não foi um sucesso de bilheteria na época. 

No Brasil, estreou com atraso de 5 anos e também não foi bem recebido. Mas é tão absurdo que chega a ser divertido, e suas músicas são cultuadas até hoje.

Na Alemanha há um cinema que passa o filme até hoje, e as pessoas vão vestidas como os personagens.

Um parque da Universal Pictures chegou a fazer uma montagem teatral do filme, com grande sucesso de público.

O filme, que foi baseado numa peça teatral musical escrita em 1973, foi apresentado como teatro musical novamente em vários países ao redor do globo recentemente.

Imagem: Por Fonte, Conteúdo restrito, https://pt.wikipedia.org/w/index.php?curid=5158370

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