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| Cartaz do filme Saló ou Os 120 Dias de Sodoma (1975) |
Baseado livremente em histórias do Marquês de Sade ("Círculo de manias", "Círculo da merda" e "Círculo do sangue"), o filme se passa na Itália, na época do nazismo.
Quatro fascistas sádicos e inescrupulosos, resolvem seqüestrar 16 jovens, em sua maioria filhos de inimigos, e os aprisionam em uma enorme mansão, cheias de soldados e de outros sádicos, incluindo suas esposas.
Entre jantares, saraus de poesias e músicas, os jovens vão ser torturados e passar por todo o tipo de humilhação, obrigados a cumprir e satisfazer os desejos e perversões sexuais de seus algozes, sempre tendo eles e seus convidados como platéia.
Os 16 jovens em questão são provenientes da cidade de Saló (usada no título), que foi a capital da República Social Italiana quando Roma se rendeu aos Aliados e Mussolini teve de se submeter aos alemães para criar um estado-fantoche sob controle nazista no norte da Itália e, assim, permanecer no poder.
O sexo para aqueles 16 jovens é agora visto como um castigo, uma introdução às torturas finais, de que são merecedores todos aqueles que possuem uma referência no livrinho de apontamentos dos detentores do poder, no caso, seus sádicos ordenadores.
O fascismo é explorado em todas as vertentes possíveis. O espaço fechado da mansão, a lei escrita e reescrita a bel-prazer pelos senhores, ricaços e ricaças sádicos que adoram observar e comandar tudo aquilo são referências claras.
O domínio absoluto sobre o "povo", a exigência total da conformidade dos comportamentos aos desejos dos dominadores, a censura, a denúncia e o colaboracionismo.
Um desfile de todas as perversões sexuais humanas, onde tudo é levado ao extremo, inclusive o estômago do espectador.
Curiosidades:
Direção do diretor italiano assumidamente gay Pier Paolo Pasolini que foi assassinado por garotos de programa no mesmo ano do filme.
Pasolini transpôs as histórias do Marquês de Sade, para os últimos dias da ditadura fascista italiana, e, portanto, o filme é violento, sádico e repulsivo, fazendo uma metáfora ao fascismo.

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