O filho, Serginho (Paulo Sacks), pede ao pai que jure nunca mais se casar, pois não quer mais ter outra mãe e Herculano faz o juramento. Porém, não o cumpre.
Patrício (Paulo César Pereio), irmão de Herculano, sempre endividado com mulheres e jogo, consegue apresentar uma prostituta, Geni (Darlene Glória), ao irmão, por quem o protagonista fica perdidamente apaixonado.
Ela é uma mulher jovem e bonita, fogosa, mas vive diariamente uma obsessão: a possibilidade de morrer de câncer no seio.
Contra tudo e contra todos, incluindo seu filho e suas tias faladeiras e beatas, Herculano casa-se com Geni e a leva para morar com ele no casarão da família.
Ali, esta conhece Serginho, agora seu enteado, com quem ela se envolve e se apaixona. Serginho possui tendências homossexuais, um jeito afeminado, usa cabelo comprido, porém resolve manter um relacionamento com a madrasta, sem o conhecimento do pai.
Serginho tem um passado que o atormenta, e que provavelmente originou seus trejeitos: por causa de um pequeno delito, foi preso e violentado na cadeia por vários homens. Teria ele ficado traumatizado ou influenciado?
Ainda lembrando do juramento do pai, seu plano é seduzir a madrasta e acabar com o casamento dos dois. Mas nem tudo sai como o esperado.
Direção de Arnaldo Jabor.
Curiosidades:
Um dos clássicos do cinema brasileiro, baseado na peça teatral do dramaturgo Nelson Rodrigues, de 1965.
Para mim, possui um dos títulos mais sensacionais do teatro e do cinema.
No teatro, o papel de Geni foi vivido na primeira montagem por Cleyde Yáconis. O personagem gerou a famosa música de Chico Buarque - "Geni e o Zepelim" de 1978 que vai entrar na peça "A Ópera do Malandro" de autoria do mesmo Chico, também escrita em 1978.
O filme gerou uma situação insólita na época de seu lançamento. Tendo sido um grande sucesso na época e representante oficial do Brasil no Festival de Berlim (Alemanha) de 1973, neste meio tempo (no auge da ditadura) o general Antônio Bandeira, chefe do serviço de censura, viu o filme no cinema e o achou imoral, ordenando sua proibição. Assim o Brasil era representado por um filme que era proibido no país e, possivelmente, só foi novamente liberado em virtude de ter sido premiado no exterior (fonte: Adoro Cinema).

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